Por onde andávamos?

Andávamos procurando quem nos ouvisse além das palavras, por também sentir.

Quem pudesse olhar sem desespero e sorrir de toda bagunça, toda mudança.

Quem pudesse silenciar, sem constrangimentos, quando nada pudesse ser dito.

Procurávamos por um espaço onde pudéssemos ser quem somos,  e ver refletido no outro, parte do que vivemos…

E aí, chegamos aqui!

E de onde viemos?

De tantos lugares, tantos espaços, experiências e buscas…

Aqui chegamos!

Mas, como não basta chegar, aqui estamos!

Estamos no sorriso e na gargalhada.

Na conversa solta e na engajada.

Na lágrima contida e na que escorre.

No medo que paralisa e na palavra que socorre.

Sim, estamos!

Na ansiedade do que será e na certeza do que é.

No aprendizado da emoção, quando ouvimos o coração.

No segredo dividido com o amigo escolhido.

Nos vínculos que se estabelecem e na esperança que aquece.

E aqui.

Neste espaço construído.

Num momento tão doído.

Encontramos solução.

Pois aqui temos magia, tem palhaço e alegria.

Tem presente, tem presença e esperança todo dia.

Com direito à cobertor.

Para os momentos de dor

Mas também temos sorvete, com sabor de melancia.

Tem tigrão e borboleta, tudo em muita sintonia.

Mas isso só faz sentido.

Porque cada um de nós.

Não está mais sozinho.

Estamos por todos nós!

E os muros derrubados.

Através do aprendizado .

Criam pontes e caminhos.

De Espaços, de Sagrados,

De dignidade e totalidade

No momento atual.

Mesmo num ambiente virtual,

Somos  teto, somos chão.

Somos portas e janelas abertas para a vida e para o coração

Somos família, somos iniciativa. somos Casa Paliativa!

 

Assista o vídeo e ouça o texto:

Sobre a autora:

Elaine Cristina Valente, mãe da Ana Lívia. Canceriana que acredita que um colo e amor cuidam de muitas dores.
Em tratamento oncológico desde 2016.
Segue cultivando uma esperança por dia, todos os dias

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